Grande tufão · Sem categoria

Sei lá o que é…

Nesse exato momento, às 03:09 da manhã eu estou sendo multitasking e rabiscando no sketchbook ao mesmo tempo que escrevo isso. Nem sei porque tô fazendo isso, só me deu um pouco de vontade. A realidade é que eu venho tentando de várias maneiras externar o que está espremido, implodindo na minha cabeça mas eu nem fazia ideia de como fazer isso. Aliás tô é atirando pra tudo quanto é lado: desabafando um pouco nos posts não-tão-sutis-ou-discretos no facebook, reclamações explícitas no twitter, lamúrias desconexas no tumblr e uma enxurrada de lágrimas no caderninho de cabeceira do lado da minha cama. Se você esperava que esse texto fosse sobre um grupo no qual talvez você se identifique, enganou-se. Isso é sobre mim e para mim. Mas não impede que você se identifique de alguma forma. Ou algum amigo ou amiga sua. Prossigamos.
Desde que eu cheguei totalmente atordoada ao Brasil ano passado, eu não conseguia de forma alguma voltar à vida normal, porque por alguma razão (eu sei o motivo, é que são muitas coisas) eu não me encaixava mais no tipo de vida que eu levava antes de partir. A maioria das pessoas que eu conhecia não cabiam na minha vida mais, e provavelmente nem eu na delas. É um saco concluir isso, mas é a verdade. Eu não me sinto nem um pouco culpada em clicar no “desfazer amizade” do perfil do Facebook de alguma pessoa porque eu já não sinto mais aquela conexão com ela. Talvez eu nunca tenha sentido, só a mantinha ali por meras formalidades, mas não quero mais essas formalidades, até porque formal é algo que eu não sou e nem desejo ser.
Outra coisa é justamente o resultado disso, a falta de pessoas. Consequentemente elas vão sumindo da minha vida. Fazer o quê né? Acontece. Mas dói um pouquinho saber que nunca fiz tanta importância assim na vida delas, de alguém que você talvez tenha se doado tanto. Mas se eu tô deletando esse povo todo, é porque o sentimento é mutuo, o sentimento de não me importo tanto assim contigo. Mas okay, vida que segue. Frase que faço questão de sempre lembrar.
O fato é que eu apenas queria alguém aqui do meu lado como uma amiga pra todas as horas, uma bff mesmo. Não me entenda mal, ter bffs virtuais é ótimo, eu amo todas elas. Mas para uma pessoa extremamente insegura e introvertida como eu, isso não basta. Não é a toa que os meus demônios datados de 2005 ainda permanecem aqui depois de um período de férias enquanto eu estive fora. Não é fácil lidar com esse turbilhão já que tudo o que vivi lá fora entra em conflito com o que eu sempre fui por condição social. A vontade de destruir essa condição social é muito grande, mas o medo e a incerteza também é. Do quê? Não sei, de tudo e de nada ao mesmo tempo. Tudo e nada fazem sentido ao mesmo tempo. É incrivelmente bizarro como eu consigo ser contraditória comigo mesma. Eu quero conhecer pessoas mas não sei como estando sozinha – São Paulo não foi feita pra fazer amigos, aqui é tudo puro business – mas a minha zona de conforto que é ficar de pijama e pantufas brancas em casa jogando The Sims 4 me puxa pra não fazer essas coisas, porque ela quer me convencer de que ficar em casa é muito melhor. Eu gosto dos dois, mas assim fica difícil. A falta de confiança nas pessoas contribui pra essa preguiça interna também, não é nada fácil pra alguém como eu confiar nas pessoas. Você pode ser a pessoa mais legal do mundo comigo mas eu ainda vou ficar com um pé atrás por um bom tempo mesmo, coisa de anos provavelmente, dependendo da nossa convivência.
Eu disse no título que esse texto seria desconexo, até porque eu mesma perdi o fio da meada, escrevi tudo duma vez mesmo, enquanto cantava algumas musicas coreanas e fazendo a coreografia delas mesmo estando sentada na cadeira. Multitasking.
A propósito nem comecei o desenho.
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