Grande tufão

O que eu tô fazendo da minha vida???

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Spoiler: nada.
Nada mesmo, apenas sobrevivendo como qualquer outro ser humano milhares de anos atrás nas cavernas. É isso.
Todo mundo fala que nesses casos, quando a gente não sabe o que quer da vida, o ideal é ir tentando fazer o que se gosta, mesmo que seja um hobby apenas. Mas não tá sendo assim.
Eu já tive vários hobbies e interesses, muitos relacionados à arte e letras, mas hoje não é mais assim. Nem sequer consigo me focar em alguma coisa por um longo tempo, porque qualquer coisa do meu lado me distrai, principalmente se essa coisa for o meu celular. E eu não consigo ter prazer fazendo algo que não me interessa muito e que não tem toda a minha atenção.
Fico pensando constantemente o quanto eu mudei muito de alguns anos pra cá; hobbies, ideias, valores, tudo. E ultimamente isso não tá se encaixando com o que eu tenho em mãos para fazer. Porque não condiz mais com quem eu sou, ou com quem eu tô descobrindo ser. Isso vale também para as pessoas que quero ao meu redor e até com as tranqueiras que me rodeiam diariamente no meu quarto. Não sei se cada coisa disso emana uma energia, mas se for isso, ela tá espalhada de um jeito que eu não consigo me localizar em mim mesma. E eu não consigo conviver com algo ou alguém que me incomoda de alguma forma.
Talvez seja o fato de eu conviver com pouquíssimas pessoas ao meu redor, fisicamente não passa de três. Dois deles são invertebrados. O outro vê-se esporadicamente. Então não há aquele contato, aquela inspiração que uma pessoa passa à outra e acaba nesse marasmo todo. Mas não posso cobrar nada de ninguém, porque cada um tem a sua vida e eu não posso fazer todo mundo se encaixar nos meus horários só porque tenho mais tempo livre do que deveria. E acaba o interesse nas pessoas também.
Eu me formei tem pouco tempo, mas com aquele ar de “obrigação”, de “só acabei porque já tava no fim mesmo”, porque talvez não teria continuado se pudesse. Não sei nem como encarar essa área agora daqui pra frente porque não parece ser ela que vai preencher uma parte do meu vazio existencial. Mas não arriscar também é ruim.
Tem dias que eu só queria uma casinha mais ampla, bem iluminada e com pouquíssimas coisas, mas das quais eu gostasse e precisasse bastante. Em outros eu gostaria de estar nas montanhas vendo o outono chegar e fazer a minha arte como de costume. Num último caso queria estar numa cidade bem movimentada e cheia de informação para ficar deslumbrada com tudo aquilo. Mas no final das contas só estou num pequeno quartinho silencioso (às vezes) tentando organizar incessantemente tudo ao meu redor e torcendo para a minha estante não despencar na minha cabeça enquanto durmo.
Motivação que falta pra esse lado de cá. Houve um tempo em que eu fui cercada de várias coisas das quais gostava, mas agora não gosto mais de nada disso, então tenho que descobrir tudo outra vez do que gosto, do que não gosto e não deixar sensações momentâneas interferirem nisso, mas não é uma tarefa fácil, tampouco curta. Tudo acaba caindo num longo ciclo vicioso, e parece não ter uma saída, pelo menos não uma muito visível. Só me resta saber lidar com ela e tentar bolar um plano melhor daqui pra frente. Mas para mim mesma, não para mãe ou pai, ou amigos. Porque eles são eles, não são iguais a mim (graças aos céus!) e a única pessoa que sabe o que é bom pra mim sou eu mesma, mais ninguém.
Agora só quero saber quanto tempo vou ter que aturar disso tudo, porque o tempo passa e eu, como uma péssima motorista sem habilitação não tenho o controle dele de forma alguma, principalmente se for pro meu benefício.

P.S.: É bem provável que eu vá escrever mais sobre isso em breve, a tortura ainda não acabou.

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