Grande tufão

O ciclo vicioso do bloqueio criativo

Ando sofrendo desse mal agora. Não exatamente aquele bloqueio criativo onde absolutamente nada sai, mas aquele que faz você pensar que as coisas que você faz não são tão boas ou que não tem a ver contigo. É horrível, eu sei. Na real eu não sei dizer o que tá interferindo tanto nisso. Veja bem, anos atrás eu só queria sentar na minha cadeira e ficar no meu cantinho desenvolvendo minhas idéias, independente dos recursos que eu fosse precisar pra isso (se fosse aprender muitas técnicas pra chegar no resultado desejado, se fosse ter materiais melhores, mais aprendizado, etc.) a ideia saía, meio torta aqui e ali, faltando algumas folhas de papel ou algum recurso do Photoshop – anos atrás eu não manjava muito disso, usava o que tinha. Mas hoje parece ser diferente. Não sei se é porque tudo isso hoje na minha cabeça teve que ser levado mais a sério, já que é a base da minha profissão e por isso a pressão (interna, principalmente!) é maior. Aquele sentimento de que tudo deve ser perfeito, sem erros, com técnicas maravilhosamente estupendas, em suma “coisa pra inglês ver” faz perder o brilho que a gente tinha ao criar tudo espontâneamente, talvez a origem do bloqueio seja essa. A pressão pra arranjar um trabalho e ser tão boa é tão grande, tão necessária, mas que consome tanto. Sei lá, coloca a gente num labirinto onde questionamos a nossa própria habilidade que levamos tanto tempo pra desenvolver e apreciar e em questão de segundos já destruimos tudo isso, todo esse esforço. Toda hora eu fico me questionando o por quê de por em prática as ideias que tenho, porque um lado da minha cabeça insiste em me dizer que isso não vai me levar a lugar nenhum e que eu não gosto tanto assim disso. E o pior é que eu me convenço muito facilmente disso. A mente trabalha duma forma assustadora ás vezes. Enfim, o pouco que consigo fazer pra combater isso (é um processo mais árduo do que podem imaginar, cada um tem o seu jeito de lidar com o bloqueio criativo, até porque há inumeras razões que podem originá-lo) é ficar sempre perto do meu sketchbook e das minhas coisas de arte, pra dar uma rabiscada no papel sempre que dá vontade. Só quero (re)aprender agora a me julgar menos.

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