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As luzes de Osaka

Tokyo era incrível, mas infelizmente eu não aproveitei o quanto gostaria, principalmente depois dos ataques de ansiedade, ainda estava com pé atrás. Mas fiquei ainda mais nervosa quando o dia de ir pra Osaka estava chegando.
Não, não era medo da cidade nem nada. Mas é que em Tokyo era o único lugar onde eu conhecia alguém e caso me acontecesse algo, eu poderia contar. Mas em Osaka eu estaria completamente sozinha e dependente de mim mesma e da boa vontade dos outros.
Ainda assim, tive que partir.
Pela primeira vez peguei o Shinkansen (o famigerado trem-bala), e aproveitei o tempo para curtir a viagem, relaxar um pouco, ficar no meu cantinho e apenas observar – que é o que eu acho que faço de melhor. Os trens tem um horário certinho para passar, então eu descolei uma tabela dos horários deles para me orientar (sério, melhor aquisição da viagem, apesar de ser dificil de usar no inicio).
Cheguei em Osaka no meio da tarde mais ou menos, e segui direto para o meu hostel. Uma coisa boa era que o hostel em que eu fiquei era infinitas vezes melhor que o de Tokyo e mais bem localizado, além de ser um hostel feminino e os quartos serem bem melhores, mas as camas continuaram sendo um futon em beliches!!!
Botei na minha cabeça que o resto daquela viagem iria ser incrível, então me esforcei para isso.
Fiquei na região de Minami, bem pertinho da rua Dotonbori e da estação de metrô Namba, uma região bem badalada e iluminada, um distrito muito visado para compras e comida. Falando em comida, jantei um takoyaki maravilhoso em Dotonbori, tava morrendo de saudades de comidinha de rua, algo que não fosse de lojinha de conveniencia e esquentado no microondas.
Por incrível que pareça, apesar de ser um lugar bem movimentado, eu me senti bem confortável e de boas, mesmo estando sozinha, pois pude ver tudo o que gostaria no meu tempo e ritmo.
O hostel era bem mais agradável do que o que eu tinha ficado anteriormente, além de ele ser um hostel feminino. Conheci lá a Silvia, uma italiana de ascendência chinesa que estava fazendo sua volta ao redor dos continentes antes voltar pra casa e retomar os estudos. Sua próxima parada seria o Havaí, infelizmente no dia seguinte, mas pelo menos pudemos conversar bastante na noite anterior. Acho que essa é uma das coisas boas de viajar sozinho, as pessoas têm bem menos medo de aproximar de você pra começar uma conversa ou uma amizade, até porque é bem menos intimidador. Foi assim que fui começando a gostar um pouco da solidão em terras realmente estrangeiras.

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2 comentários em “As luzes de Osaka

    1. Obrigada ❤ Pra ser bem sincera viajar sozinha pelo Japão é bem tranquilo, mesmo não tendo tudo sinalizado em inglês, dá pra se localizar de alguma forma e os japoneses são bem receptivos. Obrigada de novo pela visita a a a a <333

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