Minhas ilustradoras e artistas coreanas favoritas

Ter ido para a Coreia do Sul me abriu muitas portas no quesito arte. Enquanto estagiava, minha chefe levava eu e os outros estagiários para várias exposições, muitas delas que eu nunca tinha ouvido falar não eram nem em Seul, normalmente ficavam nas cidades vizinhas, como Gwangju e Goyang (essa última fazendo fronteira com a Coreia do Norte). Mas conheci vários artistas incríveis também na internet, mais precisamente no Facebook e no Instagram. Gosto muito da linha que a maioria deles segue, muitos trabalham em cima de um tema e continuam criando arte ou projetos de design em cima disso ao invés de fazer de tudo um pouco (como um certo alguém aqui haha!). Eis aqui as minhas ilustradoras favoritas porque hoje quero focar nas minas então vamos lá!
  1. Haenuli
    Haenuli é fashion designer, possui sua própria loja de roupas no estilo Lolita, mas é também ilustradora. Talvez você já tenha visto as ilustrações dela retratando uma moça e um esqueleto representando a morte. Ela disse que criou essa série para poder lidar com a sua depressão através das mensagens que passa.
    Acesse o facebook dela aqui: https://www.facebook.com/haenuliartworks/ 
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  2. Henn Kim
    Acho que todo mundo já viu as artes da Henn Kim por aí, especialmente pelo instagram. Seu foco são ilustras minimalistas, em preto e branco e bem expressivas, porém um tanto misteriosas, retratando os sentimentos mais profundos do ser humano, talvez seja por isso que à primeira vista elas podem não fazer algum sentido. Acho muito difícil que não haja alguém que já tenha visto seu trabalho e não se identificado com pelo menos uma de suas ilustras.
    Confira aqui o Instagram dela: https://www.instagram.com/henn_kim/
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  3. 9sheep/ Kim Gyuyang 
    Cruzei pela primeira vez com as artes da 9sheep no Facebook, e realmente me chamaram a atenção pelo fato de fugir do estereótipo fofinho/realista que muitos artistas coreanos possuem (notei que muitos focam na técnica, principalmente voltados para a criação de personagens para quadrinhos, games e animação), mas ela sai totalmente desse contexto. Suas ilustras são mais macabras e fantasiosas, quase como um filme de terror, inclusive a escolha das cores ajuda ainda mais a criar essa ideia. É incrível.
    Instagram: https://www.instagram.com/9sheep
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  4. Hye Kang
    A arte da Hye Kang é bem característica e fácil de saber que é sua. Tons pastéis, dando uma ideia quase que mágica para a arte, aliado à cultura tradicional coreana. Muitas de suas mulheres retratadas estão sempre usando o hanbok (한복), vestimenta tradicional coreana, hoje muito usada em casamentos e cerimônias importantes, além de haver a predominância da cor rosa em todas as suas ilustras, além de elementos como rosas e flores de cerejeira, simbolizando como se eternamente fosse primavera em sua arte.
    Acompanhe-a no instagram: https://www.instagram.com/hyyekang
    hyyekang
  5. Yoo Subin
    Garotas expressivas (e aparentemente um tanto cansadas) compõem o sketchbook da Yoo Subin. Suas garotas são ora delicadas e graciosas, ora com expressões indecifráveis.
    Instagram: https://www.instagram.com/sss_biiin
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  6. Juliette Kim
    “Juliette” Nahyeon Kim é designer gráfica, ilustradora e honestamente, minha designer favorita! Seu trabalho consiste em branding, packaging e impressos e na arte; ilustrações em aquarela voltadas ao público infantil. Sua paleta de cores também consiste bastante na cor rosa, além disso refletir também na sua personalidade, no seu modo de vestir e de viver, já que muitas de suas fotos sempre possuem fortes elementos dessa cor.
    Acompanhe-a no behance: https://www.behance.net/Juliettekim
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  7. Hyuna Lee
    Os trabalhos de Hyuna Lee são todos digitais, em contraste com a maioria dos apresentados aqui. Suas ilustras remetem muito à infância e personagens da Disney, então é mais que notável que o seu foco é a animação e criação de personagens.
    Behance: https://www.behance.net/alee2419a
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  8. Sehee Chae
    Minha conterrânea coreana! Cores vibrantes, garotas sendo o foco da arte, elementos ligados à natureza e ao dia a dia, fantasia e ilustras sem contorno são o que definem à primeira vista o trabalho de Sehee Chae. Ela inclusive já fez a capa do terceiro mini-album da girl group coreana Oh!My Girl.
    Behance: https://www.behance.net/seheechae
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  9. Mihye Hwang
    Outra conterrânea minha!  Mihye Hwang também é artista digital mas suas ilustras contam as belezas do dia a dia, das imaginações infantis e a simplicidade da vida. Sem contar que a sua técnica com aquarela e materiais mistos são de tirar o fôlego.
    Instagram: https://www.instagram.com/mihye124/
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  10. Stella Cho
    Me encantei com a precisão e o cuidado do trabalho da Stella Cho desde a primeira vez que os vi. Produzidos principalmente em aquarela, todos são bem detalhados. As flores e a temática ligada à natureza prevalecem, assim como uma leve presença da magia e a fantasia. Mas o detalhe com que cada parte do desenho é feito foi o que mais me atraiu, me peguei hipnotizada!
    Confira o Facebook dela: https://www.facebook.com/chostella0223/
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  11. Nayoung Wooh (Obsidian)
    Já imaginou as princesas Disney sob uma perspectiva coreana? Pois foi isso que Nayoung Wooh, aka Obsidian, fez. Sua motivação em criar novas perspectivas fez nascer as ilustrações das princesas dos contos de fada com um contexto coreano, refletindo-o através das vestimentas. Ela diz que depois desse projeto, o feedback foi grande, já que as pessoas a diziam que conseguiam se identificar nas ilustrações, motivo que a fez mudar seu ponto de vista sobre seu próprio trabalho e olhá-lo com mais seriedade e cuidado.
    Muitos de seus trabalhos estão no Twitter: https://twitter.com/00obsidian00
    obsidian
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As luzes de Osaka

Tokyo era incrível, mas infelizmente eu não aproveitei o quanto gostaria, principalmente depois dos ataques de ansiedade, ainda estava com pé atrás. Mas fiquei ainda mais nervosa quando o dia de ir pra Osaka estava chegando.
Não, não era medo da cidade nem nada. Mas é que em Tokyo era o único lugar onde eu conhecia alguém e caso me acontecesse algo, eu poderia contar. Mas em Osaka eu estaria completamente sozinha e dependente de mim mesma e da boa vontade dos outros.
Ainda assim, tive que partir.
Pela primeira vez peguei o Shinkansen (o famigerado trem-bala), e aproveitei o tempo para curtir a viagem, relaxar um pouco, ficar no meu cantinho e apenas observar – que é o que eu acho que faço de melhor. Os trens tem um horário certinho para passar, então eu descolei uma tabela dos horários deles para me orientar (sério, melhor aquisição da viagem, apesar de ser dificil de usar no inicio).
Cheguei em Osaka no meio da tarde mais ou menos, e segui direto para o meu hostel. Uma coisa boa era que o hostel em que eu fiquei era infinitas vezes melhor que o de Tokyo e mais bem localizado, além de ser um hostel feminino e os quartos serem bem melhores, mas as camas continuaram sendo um futon em beliches!!!
Botei na minha cabeça que o resto daquela viagem iria ser incrível, então me esforcei para isso.
Fiquei na região de Minami, bem pertinho da rua Dotonbori e da estação de metrô Namba, uma região bem badalada e iluminada, um distrito muito visado para compras e comida. Falando em comida, jantei um takoyaki maravilhoso em Dotonbori, tava morrendo de saudades de comidinha de rua, algo que não fosse de lojinha de conveniencia e esquentado no microondas.
Por incrível que pareça, apesar de ser um lugar bem movimentado, eu me senti bem confortável e de boas, mesmo estando sozinha, pois pude ver tudo o que gostaria no meu tempo e ritmo.
O hostel era bem mais agradável do que o que eu tinha ficado anteriormente, além de ele ser um hostel feminino. Conheci lá a Silvia, uma italiana de ascendência chinesa que estava fazendo sua volta ao redor dos continentes antes voltar pra casa e retomar os estudos. Sua próxima parada seria o Havaí, infelizmente no dia seguinte, mas pelo menos pudemos conversar bastante na noite anterior. Acho que essa é uma das coisas boas de viajar sozinho, as pessoas têm bem menos medo de aproximar de você pra começar uma conversa ou uma amizade, até porque é bem menos intimidador. Foi assim que fui começando a gostar um pouco da solidão em terras realmente estrangeiras.

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Asakusa Sensoji & Tokyo Tower – [Japão]

Enquanto estive de molho no hostel, procurei alguns lugares menos comerciais pra visitar (leia-se sem ser um shopping center ou algo do tipo). Um dos mais recomendados era o Asakusa Sensoji Temple, perto da estação de Asakusa, que na real me levou um tempinho até descobrir como chegar lá sem gastar o dobro de passagens já que eram linhas diferentes (até hoje não entendi direito!).
O Sensoji Temple é o mais importante e antigo de Tokyo, construído em 645 d.C. e apesar de ter sido destruído pelos bombardeios da Segunda Guerra Mundial, foi reconstruído, simbolizando o renascimento para os japoneses.
Na entrada damos de cara com uma lanterna gigante e linda, conhecida como Kaminarimon e embaixo dela há um dragão esculpido em madeira.
Em seguida há a Nakamise-dori (仲見世通り), uma rua com aproximadamente 250 metros de comprimento que possui 89 lojinhas de lembrancinhas, comidas e variedades, em sua maioria relacionadas com o templo e a cultura japonesa (foi lá onde comprei vários postais ❤ ). No caminho encontrei uma excursão escolar (creio que do ensino fundamental), muitos turistas (sério!) e muitas mulheres vestindo yukata, uma vestimenta tradicional japonesa muito parecida com o kimono, de cores claras e estampas florais, apropriada para o verão.
Na frente do templo havia um caldeirão de incenso, onde as pessoas se purificavam antes de entrar no templo. Lá dentro havia também os omikuji (sortes aleatórias escritas em papel) que podiam ser retiradas depois de uma pequena oferenda.
O templo é realmente incrível. Mesmo eu não sendo budista nem nada, a arquitetura dele me impressionava, além das cores vibrantes e das pinturas no teto e nas paredes. Apesar de ter muita gente lá, eu me sentia em paz, muito melhor do que nos dias anteriores.
Ao lado do templo há um jardim japonês, que aparentemente poucas pessoas se interessaram em visitá-lo. Por sorte eu precisava de um lugar pra sentar um pouco (e lanchar) e o encontrei. Além disso havia uma construção menor, onde uma mulher se arrumava para um ritual ou evento, mas não descobri qual era.

No dia seguinte fui encontrar uma amiga brasileira que já morava lá há um ano. Demos uma volta em Akihabara, principalmente em um prédio que havia muitas coisas para fãs de anime, mangá e cosplay. Fiquei tentada em comprar uma roupa de colegial colorida mas não o fiz. Hoje me arrependo. Se eu não me engano, naquele mesmo prédio também funcionava um café do AKB48 ou algo do tipo, mas não estava aberto.
Depois fomos jantar e em seguida partimos para a Tokyo Tower. Em toda cidade que visito gosto bastante de ir em lugares bem altos para apreciar a vista. Acabou meio que virando uma espécie de ritual, mas eu gosto de ter um overview das coisas, fora que a vista do alto é sempre incrível.

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Appreciation post – Koenji-ku, Tokyo

Esse é um post apenas voltado para a apreciação visual. Puramente. Mas eu vou escrever um pouco também.
Koenji-ku foi o bairro onde eu fiquei durante a minha estadia em Tokyo. Pra ser sincera eu não sei nada sobre o local, fiquei no hostel que alguns amigos me recomendaram. Mas pra ser sincera? Eu achei o local super agradável e inspirador. Ele tem aquele visual saído das páginas de um mangá e nada a ver com os locais super turísticos e abarrotados de estrangeiros (como eu, rs.). Não gosto muito de muvuca, de multidão, então andar por esse local durante o meu dia vago (na real eu estava meio doente então não conseguia ir muito longe) foi bem gratificante e relaxante. Andei por varias lojinhas numa rua coberta, perto do metrô, inclusive encontrei uma cheeeeia de coisas da Sailor Moon (amo!), levei um jogo de hashis pra casa que estavam muito lindos e alguns presentes pras amigas.
Foi um passeio bem agradável, gosto bastante de andar a esmo por aí, sem pressa nenhuma, porém com lenço e documento né.

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Cores de Harajuku [Viagem ao Japão]

Essa semana (quando eu redigi esse post ainda era julho rs) fez 1 ano em que eu estive no Japão, então decidi escrever sobre essa viagem aqui (por motivos de nostalgia pura!)

Como eu disse no post anterior, essa foi a viagem mais conturbada que eu tive por causa da ansiedade. Mas isso não quer dizer que não houveram momentos legais.

Cheguei em Tokyo no final da tarde e fui direto para o meu hostel deixar a mala e procurar alguma coisa para comer, já que eu estava faminta. Eu não sei dizer o que exatamente era isso, mas tinha carne no meio e um molho muito gostoso, fora que o preço era bom, então foi o que eu acabei comendo durante quase toda a minha estadia lá haha!

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No dia seguinte foi dia de visitar Harajuku, o bairro fashion-friendly de Tokyo. No começo eu me sentia meio perdida lá, porque não parecia muito com o que eu tinha visto na internet, mas aí eu descobri que estava numa outra parte de Harajuku, perto da Omotesandou, uma avenida cheia de boutiques e lojas caras. Lá encontrei uma pequena loja/café temática de coelhos, imagina se eu não enlouqueci lá, né? E as atendentes eram muito fofas e atenciosas e me deixaram tirar fotos da loja ❤
Também encontrei uma lojinha em que você cria a sua própria joia. Há vários tipos de pedras, correntes, pingentes e mais para você montar seu colar, anel, pulseira, chaveiros, etc. A minha virou uma pulseira inspirada no mar.
Depois de chegar numa outra avenida, parei em um Starbucks pra comer alguma coisa no meio da tarde, já que tava morrendo de fome. A moça do caixa foi super fofa comigo e conversamos um pouco, coisas básicas, tipo de onde eu era e quanto tempo ficaria no Japão, se eu estava gostando de lá, etc. E quando peguei meu copo, ele veio assim.
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Do outro lado da rua estava a Rua Takeshita, agora sim, o lado pop e colorido de Harajuku, com milhares de lojas extremamentes coloridas, com roupas bem extravagantes e chamativas nos manequins e penduradas na entrada das lojas, além de muitos acessórios exclusivos. Ouvi falar em algum lugar que não era permitido tirar fotos das lojas de lá, mas não tenho certeza se isso é verdade ou não, embora quando fui na loja da Disney lá, haviam várias placas dizendo que era proibido tirar fotos. A rua em si eu acho que não há problemas.

Como era dia de semana, não estava tão cheio e nem tinha muita gente “a caráter”, embora eu tivesse visto várias meninas vestidas de lolita e gothic lolita pelo caminho. No final de semana é bem mais cheio, mas infelizmente eu já não estaria mais em Tokyo pra voltar lá.

Este post foi bem curtinho porque não passei muito tempo em Harajuku, mas foi o suficiente pra me cativar e me fazer querer voltar várias vezes! ❤
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