Inktober 2017: mil beijos, mil sentimentos

Já ouviram falar do Inktober, não? É um desafio proposto inicialmente por Jake Parker em 2009 com o propósito de desenhar durante todos os dias do mês de outubro. A partir daí o desafio se popularizou, novos temas surgem a cada ano, além da lista oficial.

Ano passado participei do desafio mas não segui nenhuma lista, fui fazendo aleatoriamente, apesar de ter parado no dia 23 por causa de alguns problemas pessoais.
Pois bem, esse ano decidi criar uma listinha para seguir, finalmente! E me peguei pensando em ilustrar algo relacionado com o sentimento humano, afetos. Talvez seja porque estou nesse mood ultimamente (acho que é o prelúdio para o meu aniversário!).
Então decidi ilustrar beijos, por ser um tipo de expressão de afeto bem comum (duh!) e também para treinar um pouco como seria ilustrar beijos nas mais variadas situações.

inktober2017

Queria também esclarecer algumas possíveis dúvidas que podem aparecer.

1.
Acabei definindo o 1º, o 2º , o 29º e o 30º dia como sendo específico para desenhar casais homossexuais, mas isso é válido também para os outros dias se assim desejar.
O mesmo vale para as pessoas tatuadas no dia 24, essa característica pode ser desenhada nos outros dias também, é só nesse que tem que ficar mais evidente.

2.
Sobre o dia 10, com a cena de sexo, não é necessário super evidenciar o ato (a menos que você queira de alguma forma), mas né, fiquem atentos às diretrizes das redes sociais que vocês irão postar para que não denunciem (Facebook costuma ser bem enjoadinho com isso.).

E é isso.
Coloquei também a hashtag #inkbeijos pra que todo mundo possa ver o desenho de todo mundo (quero muito ver, ahhh!!) .
Caso tenham mais dúvidas, só comentar aqui embaixo que responderei a todos! 🙂

~ Mona

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Minhas ilustradoras e artistas coreanas favoritas

Ter ido para a Coreia do Sul me abriu muitas portas no quesito arte. Enquanto estagiava, minha chefe levava eu e os outros estagiários para várias exposições, muitas delas que eu nunca tinha ouvido falar não eram nem em Seul, normalmente ficavam nas cidades vizinhas, como Gwangju e Goyang (essa última fazendo fronteira com a Coreia do Norte). Mas conheci vários artistas incríveis também na internet, mais precisamente no Facebook e no Instagram. Gosto muito da linha que a maioria deles segue, muitos trabalham em cima de um tema e continuam criando arte ou projetos de design em cima disso ao invés de fazer de tudo um pouco (como um certo alguém aqui haha!). Eis aqui as minhas ilustradoras favoritas porque hoje quero focar nas minas então vamos lá!
  1. Haenuli
    Haenuli é fashion designer, possui sua própria loja de roupas no estilo Lolita, mas é também ilustradora. Talvez você já tenha visto as ilustrações dela retratando uma moça e um esqueleto representando a morte. Ela disse que criou essa série para poder lidar com a sua depressão através das mensagens que passa.
    Acesse o facebook dela aqui: https://www.facebook.com/haenuliartworks/ 
    haenuli
  2. Henn Kim
    Acho que todo mundo já viu as artes da Henn Kim por aí, especialmente pelo instagram. Seu foco são ilustras minimalistas, em preto e branco e bem expressivas, porém um tanto misteriosas, retratando os sentimentos mais profundos do ser humano, talvez seja por isso que à primeira vista elas podem não fazer algum sentido. Acho muito difícil que não haja alguém que já tenha visto seu trabalho e não se identificado com pelo menos uma de suas ilustras.
    Confira aqui o Instagram dela: https://www.instagram.com/henn_kim/
    henn-kim
  3. 9sheep/ Kim Gyuyang 
    Cruzei pela primeira vez com as artes da 9sheep no Facebook, e realmente me chamaram a atenção pelo fato de fugir do estereótipo fofinho/realista que muitos artistas coreanos possuem (notei que muitos focam na técnica, principalmente voltados para a criação de personagens para quadrinhos, games e animação), mas ela sai totalmente desse contexto. Suas ilustras são mais macabras e fantasiosas, quase como um filme de terror, inclusive a escolha das cores ajuda ainda mais a criar essa ideia. É incrível.
    Instagram: https://www.instagram.com/9sheep
    9sheep-1
  4. Hye Kang
    A arte da Hye Kang é bem característica e fácil de saber que é sua. Tons pastéis, dando uma ideia quase que mágica para a arte, aliado à cultura tradicional coreana. Muitas de suas mulheres retratadas estão sempre usando o hanbok (한복), vestimenta tradicional coreana, hoje muito usada em casamentos e cerimônias importantes, além de haver a predominância da cor rosa em todas as suas ilustras, além de elementos como rosas e flores de cerejeira, simbolizando como se eternamente fosse primavera em sua arte.
    Acompanhe-a no instagram: https://www.instagram.com/hyyekang
    hyyekang
  5. Yoo Subin
    Garotas expressivas (e aparentemente um tanto cansadas) compõem o sketchbook da Yoo Subin. Suas garotas são ora delicadas e graciosas, ora com expressões indecifráveis.
    Instagram: https://www.instagram.com/sss_biiin
    yoo-subin
  6. Juliette Kim
    “Juliette” Nahyeon Kim é designer gráfica, ilustradora e honestamente, minha designer favorita! Seu trabalho consiste em branding, packaging e impressos e na arte; ilustrações em aquarela voltadas ao público infantil. Sua paleta de cores também consiste bastante na cor rosa, além disso refletir também na sua personalidade, no seu modo de vestir e de viver, já que muitas de suas fotos sempre possuem fortes elementos dessa cor.
    Acompanhe-a no behance: https://www.behance.net/Juliettekim
    juliette-kim
  7. Hyuna Lee
    Os trabalhos de Hyuna Lee são todos digitais, em contraste com a maioria dos apresentados aqui. Suas ilustras remetem muito à infância e personagens da Disney, então é mais que notável que o seu foco é a animação e criação de personagens.
    Behance: https://www.behance.net/alee2419a
    hyuna-lee
  8. Sehee Chae
    Minha conterrânea coreana! Cores vibrantes, garotas sendo o foco da arte, elementos ligados à natureza e ao dia a dia, fantasia e ilustras sem contorno são o que definem à primeira vista o trabalho de Sehee Chae. Ela inclusive já fez a capa do terceiro mini-album da girl group coreana Oh!My Girl.
    Behance: https://www.behance.net/seheechae
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  9. Mihye Hwang
    Outra conterrânea minha!  Mihye Hwang também é artista digital mas suas ilustras contam as belezas do dia a dia, das imaginações infantis e a simplicidade da vida. Sem contar que a sua técnica com aquarela e materiais mistos são de tirar o fôlego.
    Instagram: https://www.instagram.com/mihye124/
    mihye-hwang
  10. Stella Cho
    Me encantei com a precisão e o cuidado do trabalho da Stella Cho desde a primeira vez que os vi. Produzidos principalmente em aquarela, todos são bem detalhados. As flores e a temática ligada à natureza prevalecem, assim como uma leve presença da magia e a fantasia. Mas o detalhe com que cada parte do desenho é feito foi o que mais me atraiu, me peguei hipnotizada!
    Confira o Facebook dela: https://www.facebook.com/chostella0223/
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  11. Nayoung Wooh (Obsidian)
    Já imaginou as princesas Disney sob uma perspectiva coreana? Pois foi isso que Nayoung Wooh, aka Obsidian, fez. Sua motivação em criar novas perspectivas fez nascer as ilustrações das princesas dos contos de fada com um contexto coreano, refletindo-o através das vestimentas. Ela diz que depois desse projeto, o feedback foi grande, já que as pessoas a diziam que conseguiam se identificar nas ilustrações, motivo que a fez mudar seu ponto de vista sobre seu próprio trabalho e olhá-lo com mais seriedade e cuidado.
    Muitos de seus trabalhos estão no Twitter: https://twitter.com/00obsidian00
    obsidian

Estufa

Senti vontade de escrever aqui. Ainda não sei bem o que dizer dele, é um lugar antigo, porém como quase não entro aqui, me parece novo, diferente, incomum. Mas quero que ele me seja familiar como o meu quarto de criança em que vivi até os meus 17 anos. Onde eu tenha guardado tantas memórias e onde eu possa ser eu mesma sem me incomodar com o mundo lá fora. Falam que é ruim viver na bolha. Concordo. Mas se essa bolha te traz a sensação de você pode sim dar o melhor de si e florescer em algo incrível, ela é na verdade uma estufa, onde se cultiva o melhor de ti. Se transformar em si mesmo deveria ser em um lugar aconchegante, cercado de carinho e cuidado que você emana para si mesmo. Onde a sua boa energia deve voltar para si. Um cantinho onde você aprenda a se amar por completo.

Asakusa Sensoji & Tokyo Tower – [Japão]

Enquanto estive de molho no hostel, procurei alguns lugares menos comerciais pra visitar (leia-se sem ser um shopping center ou algo do tipo). Um dos mais recomendados era o Asakusa Sensoji Temple, perto da estação de Asakusa, que na real me levou um tempinho até descobrir como chegar lá sem gastar o dobro de passagens já que eram linhas diferentes (até hoje não entendi direito!).
O Sensoji Temple é o mais importante e antigo de Tokyo, construído em 645 d.C. e apesar de ter sido destruído pelos bombardeios da Segunda Guerra Mundial, foi reconstruído, simbolizando o renascimento para os japoneses.
Na entrada damos de cara com uma lanterna gigante e linda, conhecida como Kaminarimon e embaixo dela há um dragão esculpido em madeira.
Em seguida há a Nakamise-dori (仲見世通り), uma rua com aproximadamente 250 metros de comprimento que possui 89 lojinhas de lembrancinhas, comidas e variedades, em sua maioria relacionadas com o templo e a cultura japonesa (foi lá onde comprei vários postais ❤ ). No caminho encontrei uma excursão escolar (creio que do ensino fundamental), muitos turistas (sério!) e muitas mulheres vestindo yukata, uma vestimenta tradicional japonesa muito parecida com o kimono, de cores claras e estampas florais, apropriada para o verão.
Na frente do templo havia um caldeirão de incenso, onde as pessoas se purificavam antes de entrar no templo. Lá dentro havia também os omikuji (sortes aleatórias escritas em papel) que podiam ser retiradas depois de uma pequena oferenda.
O templo é realmente incrível. Mesmo eu não sendo budista nem nada, a arquitetura dele me impressionava, além das cores vibrantes e das pinturas no teto e nas paredes. Apesar de ter muita gente lá, eu me sentia em paz, muito melhor do que nos dias anteriores.
Ao lado do templo há um jardim japonês, que aparentemente poucas pessoas se interessaram em visitá-lo. Por sorte eu precisava de um lugar pra sentar um pouco (e lanchar) e o encontrei. Além disso havia uma construção menor, onde uma mulher se arrumava para um ritual ou evento, mas não descobri qual era.

No dia seguinte fui encontrar uma amiga brasileira que já morava lá há um ano. Demos uma volta em Akihabara, principalmente em um prédio que havia muitas coisas para fãs de anime, mangá e cosplay. Fiquei tentada em comprar uma roupa de colegial colorida mas não o fiz. Hoje me arrependo. Se eu não me engano, naquele mesmo prédio também funcionava um café do AKB48 ou algo do tipo, mas não estava aberto.
Depois fomos jantar e em seguida partimos para a Tokyo Tower. Em toda cidade que visito gosto bastante de ir em lugares bem altos para apreciar a vista. Acabou meio que virando uma espécie de ritual, mas eu gosto de ter um overview das coisas, fora que a vista do alto é sempre incrível.

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Appreciation post – Koenji-ku, Tokyo

Esse é um post apenas voltado para a apreciação visual. Puramente. Mas eu vou escrever um pouco também.
Koenji-ku foi o bairro onde eu fiquei durante a minha estadia em Tokyo. Pra ser sincera eu não sei nada sobre o local, fiquei no hostel que alguns amigos me recomendaram. Mas pra ser sincera? Eu achei o local super agradável e inspirador. Ele tem aquele visual saído das páginas de um mangá e nada a ver com os locais super turísticos e abarrotados de estrangeiros (como eu, rs.). Não gosto muito de muvuca, de multidão, então andar por esse local durante o meu dia vago (na real eu estava meio doente então não conseguia ir muito longe) foi bem gratificante e relaxante. Andei por varias lojinhas numa rua coberta, perto do metrô, inclusive encontrei uma cheeeeia de coisas da Sailor Moon (amo!), levei um jogo de hashis pra casa que estavam muito lindos e alguns presentes pras amigas.
Foi um passeio bem agradável, gosto bastante de andar a esmo por aí, sem pressa nenhuma, porém com lenço e documento né.

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Sei lá o que é…

Nesse exato momento, às 03:09 da manhã eu estou sendo multitasking e rabiscando no sketchbook ao mesmo tempo que escrevo isso. Nem sei porque tô fazendo isso, só me deu um pouco de vontade. A realidade é que eu venho tentando de várias maneiras externar o que está espremido, implodindo na minha cabeça mas eu nem fazia ideia de como fazer isso. Aliás tô é atirando pra tudo quanto é lado: desabafando um pouco nos posts não-tão-sutis-ou-discretos no facebook, reclamações explícitas no twitter, lamúrias desconexas no tumblr e uma enxurrada de lágrimas no caderninho de cabeceira do lado da minha cama. Se você esperava que esse texto fosse sobre um grupo no qual talvez você se identifique, enganou-se. Isso é sobre mim e para mim. Mas não impede que você se identifique de alguma forma. Ou algum amigo ou amiga sua. Prossigamos.
Desde que eu cheguei totalmente atordoada ao Brasil ano passado, eu não conseguia de forma alguma voltar à vida normal, porque por alguma razão (eu sei o motivo, é que são muitas coisas) eu não me encaixava mais no tipo de vida que eu levava antes de partir. A maioria das pessoas que eu conhecia não cabiam na minha vida mais, e provavelmente nem eu na delas. É um saco concluir isso, mas é a verdade. Eu não me sinto nem um pouco culpada em clicar no “desfazer amizade” do perfil do Facebook de alguma pessoa porque eu já não sinto mais aquela conexão com ela. Talvez eu nunca tenha sentido, só a mantinha ali por meras formalidades, mas não quero mais essas formalidades, até porque formal é algo que eu não sou e nem desejo ser.
Outra coisa é justamente o resultado disso, a falta de pessoas. Consequentemente elas vão sumindo da minha vida. Fazer o quê né? Acontece. Mas dói um pouquinho saber que nunca fiz tanta importância assim na vida delas, de alguém que você talvez tenha se doado tanto. Mas se eu tô deletando esse povo todo, é porque o sentimento é mutuo, o sentimento de não me importo tanto assim contigo. Mas okay, vida que segue. Frase que faço questão de sempre lembrar.
O fato é que eu apenas queria alguém aqui do meu lado como uma amiga pra todas as horas, uma bff mesmo. Não me entenda mal, ter bffs virtuais é ótimo, eu amo todas elas. Mas para uma pessoa extremamente insegura e introvertida como eu, isso não basta. Não é a toa que os meus demônios datados de 2005 ainda permanecem aqui depois de um período de férias enquanto eu estive fora. Não é fácil lidar com esse turbilhão já que tudo o que vivi lá fora entra em conflito com o que eu sempre fui por condição social. A vontade de destruir essa condição social é muito grande, mas o medo e a incerteza também é. Do quê? Não sei, de tudo e de nada ao mesmo tempo. Tudo e nada fazem sentido ao mesmo tempo. É incrivelmente bizarro como eu consigo ser contraditória comigo mesma. Eu quero conhecer pessoas mas não sei como estando sozinha – São Paulo não foi feita pra fazer amigos, aqui é tudo puro business – mas a minha zona de conforto que é ficar de pijama e pantufas brancas em casa jogando The Sims 4 me puxa pra não fazer essas coisas, porque ela quer me convencer de que ficar em casa é muito melhor. Eu gosto dos dois, mas assim fica difícil. A falta de confiança nas pessoas contribui pra essa preguiça interna também, não é nada fácil pra alguém como eu confiar nas pessoas. Você pode ser a pessoa mais legal do mundo comigo mas eu ainda vou ficar com um pé atrás por um bom tempo mesmo, coisa de anos provavelmente, dependendo da nossa convivência.
Eu disse no título que esse texto seria desconexo, até porque eu mesma perdi o fio da meada, escrevi tudo duma vez mesmo, enquanto cantava algumas musicas coreanas e fazendo a coreografia delas mesmo estando sentada na cadeira. Multitasking.
A propósito nem comecei o desenho.

Cores de Harajuku [Viagem ao Japão]

Essa semana (quando eu redigi esse post ainda era julho rs) fez 1 ano em que eu estive no Japão, então decidi escrever sobre essa viagem aqui (por motivos de nostalgia pura!)

Como eu disse no post anterior, essa foi a viagem mais conturbada que eu tive por causa da ansiedade. Mas isso não quer dizer que não houveram momentos legais.

Cheguei em Tokyo no final da tarde e fui direto para o meu hostel deixar a mala e procurar alguma coisa para comer, já que eu estava faminta. Eu não sei dizer o que exatamente era isso, mas tinha carne no meio e um molho muito gostoso, fora que o preço era bom, então foi o que eu acabei comendo durante quase toda a minha estadia lá haha!

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No dia seguinte foi dia de visitar Harajuku, o bairro fashion-friendly de Tokyo. No começo eu me sentia meio perdida lá, porque não parecia muito com o que eu tinha visto na internet, mas aí eu descobri que estava numa outra parte de Harajuku, perto da Omotesandou, uma avenida cheia de boutiques e lojas caras. Lá encontrei uma pequena loja/café temática de coelhos, imagina se eu não enlouqueci lá, né? E as atendentes eram muito fofas e atenciosas e me deixaram tirar fotos da loja ❤
Também encontrei uma lojinha em que você cria a sua própria joia. Há vários tipos de pedras, correntes, pingentes e mais para você montar seu colar, anel, pulseira, chaveiros, etc. A minha virou uma pulseira inspirada no mar.
Depois de chegar numa outra avenida, parei em um Starbucks pra comer alguma coisa no meio da tarde, já que tava morrendo de fome. A moça do caixa foi super fofa comigo e conversamos um pouco, coisas básicas, tipo de onde eu era e quanto tempo ficaria no Japão, se eu estava gostando de lá, etc. E quando peguei meu copo, ele veio assim.
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Do outro lado da rua estava a Rua Takeshita, agora sim, o lado pop e colorido de Harajuku, com milhares de lojas extremamentes coloridas, com roupas bem extravagantes e chamativas nos manequins e penduradas na entrada das lojas, além de muitos acessórios exclusivos. Ouvi falar em algum lugar que não era permitido tirar fotos das lojas de lá, mas não tenho certeza se isso é verdade ou não, embora quando fui na loja da Disney lá, haviam várias placas dizendo que era proibido tirar fotos. A rua em si eu acho que não há problemas.

Como era dia de semana, não estava tão cheio e nem tinha muita gente “a caráter”, embora eu tivesse visto várias meninas vestidas de lolita e gothic lolita pelo caminho. No final de semana é bem mais cheio, mas infelizmente eu já não estaria mais em Tokyo pra voltar lá.

Este post foi bem curtinho porque não passei muito tempo em Harajuku, mas foi o suficiente pra me cativar e me fazer querer voltar várias vezes! ❤
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Quando a ansiedade bate no meio da viagem

Infelizmente isso aconteceu. Quando eu estava a alguns poucos dias de ir finalmente para o Japão, comecei a sentir umas leves pontadas no peito e dificuldade pra respirar. Não dei muita bola, já que estava preparando tudo para a viagem e para mudar de apartamento (tinha que levar algumas coisas pra lá antes de viajar). Porém quando cheguei em Tokyo foi um desastre. Na verdade ainda no voo, apesar de ser apenas 2 horas de voo entre Seul e Tokyo, foi tempo suficiente pra eu começar a passar mal e não saber o que fazer sendo que eu não sabia direito o que estava acontecendo. Eu, muito introvertida, não falei nada para ninguém no avião e fui aguentando isso só. Porém estava com esperanças de pisar em terra firme e essa sensação passar, já que parte dela era fome, tinha ficado muito tempo sem comer por causa da correria.
Dito e feito.
Ficar me movimentando era bem melhor do que ficar parada e sentada no avião. Porém outro dilema: tinha que pegar um ônibus do aeroporto até Tokyo Station, para aí eu ir até o hostel. O motorista foi muito gentil, cumprimentando a todos que entravam no ônibus calorosamente. Eu me senti melhor assim e sentei bem na frente, perto da porta. Mas aí o mal estar começou novamente, só que o meu corpo todo começou a formigar e eu não sabia o que tava acontecendo. Mais 1 hora de viagem até Tokyo Station. Só queria chegar logo no hostel. No caminho tive várias pessoas que me ajudaram, desde o guarda do metrô que me ajudou a achar o caminho certo pro meu destino até o menino que me perguntou (em inglês!!!) se eu precisava de ajuda e mesmo eu estando bem perto do meu hostel, ele foi comigo até a porta. Muito fofo ❤

I was so happy…~ #Japan #Tokyo #TokyoStation

Uma foto publicada por 모나 (@hasenmona) em Jul 1, 2015 às 10:34 PDT

O mal estar causado pela fome passou depois que comprei algo pra comer na lojinha de conveniência no final da rua, mas no dia seguinte a história foi outra. Logo quando eu acordei comecei a me sentir mal, sem respirar direito e achando que algo muito sério estava pra acontecer. Queria muito sair da cama e ir ver a cidade, aproveitar o pouco de férias que tinha restante, mas estava com tanto medo de passar mal no meio da rua e não saber o que fazer nessa situação que acabava ficando no hostel mesmo, por segurança. Nesse meio tempo eu falava constantemente com os meus pais pela internet. O que me ajudou muito foi isso: falar com eles e saber que isso que tava acontecendo comigo não era tao sério (ou seja, eu não tava de fato morrendo, tendo um ataque cardíaco como achava que estava)  quanto eu pensava e aos poucos a ansiedade foi passando e eu fui conseguindo controlá-la. O que eu queria era aproveitar o meu tempo lá, já que na Coreia, o estagio me aguardava. Confesso que a hospedagem não ajudou, já que as camas não eram confortáveis (eram futons em beliches) mas pelo menos a região em que o hostel estava era agradável e boa pra ver o dia a dia das pessoas. Eu tive também a ajuda de uma brasileira que conheci lá, era bom ter uma conterrânea por perto, pra me mostrar um pouco da cidade e do dia a dia no Japão. Mesmo ela me dizendo que hospital no Japão é caro, ainda mais pra estrangeiros que não tem nada além do visto de turista lá. É nesses casos que um seguro saúde serviria muito bem. Aliás é pra isso que ele serve mesmo. Ela me recomendou também telefonar para a embaixada brasileira. Eu acabei não fazendo isso porque sou teimosa e honestamente tinha um pinguinho de esperança de que isso passasse logo. Mas é altamente recomendável ter o telefone deles no país em questão nos seus contatos, afinal nunca se sabe né. E o que eu fiz? Como eu não tinha assistência médica nenhuma lá, o jeito foi tentar me convencer de que lá fora não seria tão ruim como eu pensava, na verdade seria muito melhor do que se eu ficasse numa cama desconfortável embaixo do ar condicionado me culpando (sim, eu me sentia assim, afinal tinha investido muito nessa viagem). Eu estava em um país diferente, então o mínimo que eu podia fazer era aproveitar um pouco daquilo. Foi muito importante pra mim também ter apoio dos meus pais e dos meus amigos, mesmo estando longe deles. Apoio é tudo. Outra coisa que ajudou também foi o fato de o Japão ser um país seguro, de que não precisa ter medo de andar na rua durante o dia ou à noite. Isso foi me deixando mais confortável também. Mas atenção: isso foi uma medida temporária, eu não sabia lidar com aquilo que estava acontecendo e essa foi a saída que achei. O ideal é procurar um médico logo assim que você voltar de viagem. Manter-se hidratado e bem alimentado pode parecer irrelevante dizer, mas ajuda muito nessas situações. Eu sempre carregava comigo uma garrafa d’água e outra de pocari sweat (um tipo de gatorade de lá) e algumas coisas para beliscar na rua. Se for difícil ir para lugares muito distantes, por medo de algo aconteça enquanto se está longe do hostel, o ideal é dar uma volta no bairro onde você está ficando, para se acostumar com um pouco da cidade e também para não ficar sempre dentro de algum estabelecimento fechado. Pra mim, estar ao ar livre ajuda pra caramba nessas crises. O mal estar foi melhorando ao longo dos dias quando eu estava de partida para Osaka, apesar de estar com um pouco de medo de passar mal por lá, ja que lá eu nao ia ter nenhum conhecido por perto. Aí eu teria que me virar. A sorte foi que as minhas expectativas para Osaka estavam altas e eu ficaria mais focada na viagem, me fazendo deixar a ansiedade um pouco de lado, o que é bom também. Distrações são boas nesse caso. Por isso quando for viajar, é bom sempre ter conexão fácil com a internet, caso você esteja viajando só. Assim caso precise conversar com alguém, pedir ajuda, vai ficar mais fácil. Outra coisa: fazer amizades no hostel também é muito bom. Quem sabe você não descola uma companhia pra passear contigo durante os dias da sua viagem? Além de ganhar um novo amigo ou amiga, não passa a viagem toda só. Em tempos de ansiedade, é sempre bom ter um ombro amigo, mesmo que a sua intenção, inicialmente, seja viajar sozinho. Caso tenham uma experiência similar ou dúvidas, não deixem de postar nos comentários! Ajuda é sempre bem vinda! 😀

Uma foto publicada por 모나 (@hasenmona) em Jul 8, 2015 às 2:10 PDT

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Onde há montanha, há praia

Sim, é verdade! Pelo menos em Sokcho.
Depois da missão cumprida que foi subir o Seoraksan, o dia melhorou as caras pras fotos e deixou o céu azulzinho pra combinar com o mar. Foi um dia mais quente, mais agradável pra passear e tirar bastante fotos antes de encarar 3 horas de viagem.
Nesse dia custamos a encontrar o farol pra podermos ver a cidade toda de cima (mais uma montanha pra subir!!!) mas valeu a pena. A vista lá de cima é maravilhosa. Aliás, a costa fica bem ali do lado e dá para ir no pedral e fazer várias fotos bacanas, relaxar ou pescar, como vários coreanos fazem. Na verdade só apenas 2km da costa é de praia com areia branca, o resto ali na cidade está cheio de barreiras, creio que devido às fortes ondas na região e também por ser uma área principalmente voltada para a pesca.
Foi meio difícil andar no meio das pedras, acho que é uma característica comum nas praias coreanas, já que em uma parte da costa em Busan também tinham muitas pedras (mas isso vai ficar pra outro post).
Esse dia resumiu-se a apenas andar, apreciar o dia e tirar milhares de fotos antes de voltar à rotina e encarar a chegada do inverno.
Para subir no observatório do farol:
8-28, Yeonggeumjeong-ro 5-gil, Sokcho-si, Gangwon-do
강원도 속초시 영금정로5길 8-28 (영랑동)
É aberto o ano todo, do nascer ao por-do-sol

E qual é o seu lugar favorito? A praia ou as montanhas? 😀

Você já subiu uma montanha?

Eu nunca, até então.
No outono, em meados de outubro, eu e mais alguns amigos decidimos ir até Sokcho (속초), no leste da Coreia porque lá, além de ter uma montanha muito famosa onde os coreanos adoram ir para fazer hiking e passar o fim de semana, nessa montanha o outono parecia ainda mais exuberante, folhas alaranjadas e avermelhadas para todo lado. É tão gostoso esse período de pré-inverno!
No primeiro dia nós tiramos para conhecer o porto e andar pela cidade. Apesar do dia chuvoso e frio, não foi desagradável. Cada casinha na beira da praia tinha o seu charme, estando nublado ou ensolarado, as vezes ficava pensando como seria morar em alguma delas (até hoje faço isso!).

No dia seguinte fomos para o Seoraksan National Park. Alguns dados:
-É a terceira montanha mais alta da Coreia, com 1,708 metros de altura
– Tem uma formação rochosa única na área, chamada Ulsanbawi (울산바위). Pra alcançar esse local, você deverá seguir uma trilha e escalar, dando 888 passos, segundo os moradores locais.
– No caminho há também uma rocha enorme de 5 metros de altura chamada Heundeulbawi (흔들바위), onde todo mundo tenta empurrá-la mas não consegue de jeito nenhum.

Subir uma montanha foi mais fácil e prazeroso do que eu pensei, principalmente pra uma pessoa tão sedentária como eu. Mas a verdade é que a trilha é bem gostosinha de subir e também paramos várias vezes pra tirar fotos, assim como todos os coreanos ali presentes (haha!)

Lembro-me que no caminho para o parque, vi da janela do ônibus um moço estrangeiro carregando um menino de mais ou menos 3 anos de idade nas costas + a malinha deles. Aí, um tempo depois, lá no meio da montanha, quando paramos pra fazer um lanchinho, vi de novo esse moço com o menino lanchando lá também. Creio que ele fez o percurso todinho com o menino nas costas!

Há dois pontos altos na montanha, porém o mais alto deles levaria mais de um dia de caminhada, além de ser indicado para experientes, e não turistas como nós.

Há dois templos localizados nessa montanha: o Sinheungsa Temple (신흥사) e o Baekdamsa Temple (백담사). O primeiro fica na base da montanha, logo na entrada e tem uma estátua do Buda enorme onde todo mundo tira foto. É um templo bem antigo, fundado em 652 D.C. A estátua, terminada em 1997 representa o desejo das pessoas para a reunificação das Coreias, além disso, nessa região há muitas pessoas oriundas e descendentes de norte-coreanos, já que Sokcho já fez parte da Coreia do Norte antes da separação.
E o segundo templo fica dentro da área da montanha, ao contrário do Sinheungsa, que fica do lado de fora. Foi construído originalmente no século 7, mas foi reconstruído várias vezes por causa de guerras e desastres naturais. O nome também mudou várias vezes, o atual significando “100 buracos do pico de Daecheongbong até o templo” (P.S.: 100(cem) em coreano é baek – 백)

Ao longo do trajeto vimos várias pedrinhas empilhadas, algumas em pontos bem fáceis, como na beira das trilhas, e outras em pontos praticamente inacessíveis, como em cima de um rochedo na beira do rio. Reza a lenda que essa pilha de pedrinhas foram feitas por crianças que já morreram e tentam estabelecer contato com os seus pais que estão vivos.

Fizemos o trajeto todo (subir e descer) em 2~3 horas, e de lá seguimos de volta para a cidade. Não sei quais ônibus recomendar para chegar lá porque não pegamos do terminal e sim de um ponto de ônibus perto do nosso hostel. Mas no terminal intermunicipal de Sokcho (Sokcho Intercity Bus Terminal) há várias linhas que vão até o Seoraksan.

P.S.2.: A Loma do Sernaiotto também tem um post bem legal sobre Sokcho, dá uma olhadinha lá!

DSC_0002DSC_0003DSC_0016DSC_0025DSC_0027DSC_0046DSC_0053passeando por aí encontramos essa casa… será que alguém mora aí??DSC_0060DSC_0061DSC_0063tão novo e já no ramo da fotografia… gracinha! :3DSC_0081DSC_0083DSC_0084DSC_0085DSC_0090DSC_0092DSC_0096DSC_0098DSC_0103-2DSC_0113DSC_0119DSC_0121DSC_0124DSC_0126DSC_0132DSC_0157DSC_0163DSC_0173DSC_0190DSC_0192DSC_0200DSC_0206DSC_0236DSC_0251DSC_0275DSC_0290DSC_0291DSC_029620141010_132443um inglês meio estranho mas válido: “Nem tudo vai de acordo com os meus desejos, é por isso que a minha vida é tão divertida!”

Mas calma aí que logo mais tem mais post sobre Sokcho e dessa vez vamos para a praia! 😉