Inktober 2017: mil beijos, mil sentimentos

Já ouviram falar do Inktober, não? É um desafio proposto inicialmente por Jake Parker em 2009 com o propósito de desenhar durante todos os dias do mês de outubro. A partir daí o desafio se popularizou, novos temas surgem a cada ano, além da lista oficial.

Ano passado participei do desafio mas não segui nenhuma lista, fui fazendo aleatoriamente, apesar de ter parado no dia 23 por causa de alguns problemas pessoais.
Pois bem, esse ano decidi criar uma listinha para seguir, finalmente! E me peguei pensando em ilustrar algo relacionado com o sentimento humano, afetos. Talvez seja porque estou nesse mood ultimamente (acho que é o prelúdio para o meu aniversário!).
Então decidi ilustrar beijos, por ser um tipo de expressão de afeto bem comum (duh!) e também para treinar um pouco como seria ilustrar beijos nas mais variadas situações.

inktober2017

Queria também esclarecer algumas possíveis dúvidas que podem aparecer.

1.
Acabei definindo o 1º, o 2º , o 29º e o 30º dia como sendo específico para desenhar casais homossexuais, mas isso é válido também para os outros dias se assim desejar.
O mesmo vale para as pessoas tatuadas no dia 24, essa característica pode ser desenhada nos outros dias também, é só nesse que tem que ficar mais evidente.

2.
Sobre o dia 10, com a cena de sexo, não é necessário super evidenciar o ato (a menos que você queira de alguma forma), mas né, fiquem atentos às diretrizes das redes sociais que vocês irão postar para que não denunciem (Facebook costuma ser bem enjoadinho com isso.).

E é isso.
Coloquei também a hashtag #inkbeijos pra que todo mundo possa ver o desenho de todo mundo (quero muito ver, ahhh!!) .
Caso tenham mais dúvidas, só comentar aqui embaixo que responderei a todos! 🙂

~ Mona

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Minhas ilustradoras e artistas coreanas favoritas

Ter ido para a Coreia do Sul me abriu muitas portas no quesito arte. Enquanto estagiava, minha chefe levava eu e os outros estagiários para várias exposições, muitas delas que eu nunca tinha ouvido falar não eram nem em Seul, normalmente ficavam nas cidades vizinhas, como Gwangju e Goyang (essa última fazendo fronteira com a Coreia do Norte). Mas conheci vários artistas incríveis também na internet, mais precisamente no Facebook e no Instagram. Gosto muito da linha que a maioria deles segue, muitos trabalham em cima de um tema e continuam criando arte ou projetos de design em cima disso ao invés de fazer de tudo um pouco (como um certo alguém aqui haha!). Eis aqui as minhas ilustradoras favoritas porque hoje quero focar nas minas então vamos lá!
  1. Haenuli
    Haenuli é fashion designer, possui sua própria loja de roupas no estilo Lolita, mas é também ilustradora. Talvez você já tenha visto as ilustrações dela retratando uma moça e um esqueleto representando a morte. Ela disse que criou essa série para poder lidar com a sua depressão através das mensagens que passa.
    Acesse o facebook dela aqui: https://www.facebook.com/haenuliartworks/ 
    haenuli
  2. Henn Kim
    Acho que todo mundo já viu as artes da Henn Kim por aí, especialmente pelo instagram. Seu foco são ilustras minimalistas, em preto e branco e bem expressivas, porém um tanto misteriosas, retratando os sentimentos mais profundos do ser humano, talvez seja por isso que à primeira vista elas podem não fazer algum sentido. Acho muito difícil que não haja alguém que já tenha visto seu trabalho e não se identificado com pelo menos uma de suas ilustras.
    Confira aqui o Instagram dela: https://www.instagram.com/henn_kim/
    henn-kim
  3. 9sheep/ Kim Gyuyang 
    Cruzei pela primeira vez com as artes da 9sheep no Facebook, e realmente me chamaram a atenção pelo fato de fugir do estereótipo fofinho/realista que muitos artistas coreanos possuem (notei que muitos focam na técnica, principalmente voltados para a criação de personagens para quadrinhos, games e animação), mas ela sai totalmente desse contexto. Suas ilustras são mais macabras e fantasiosas, quase como um filme de terror, inclusive a escolha das cores ajuda ainda mais a criar essa ideia. É incrível.
    Instagram: https://www.instagram.com/9sheep
    9sheep-1
  4. Hye Kang
    A arte da Hye Kang é bem característica e fácil de saber que é sua. Tons pastéis, dando uma ideia quase que mágica para a arte, aliado à cultura tradicional coreana. Muitas de suas mulheres retratadas estão sempre usando o hanbok (한복), vestimenta tradicional coreana, hoje muito usada em casamentos e cerimônias importantes, além de haver a predominância da cor rosa em todas as suas ilustras, além de elementos como rosas e flores de cerejeira, simbolizando como se eternamente fosse primavera em sua arte.
    Acompanhe-a no instagram: https://www.instagram.com/hyyekang
    hyyekang
  5. Yoo Subin
    Garotas expressivas (e aparentemente um tanto cansadas) compõem o sketchbook da Yoo Subin. Suas garotas são ora delicadas e graciosas, ora com expressões indecifráveis.
    Instagram: https://www.instagram.com/sss_biiin
    yoo-subin
  6. Juliette Kim
    “Juliette” Nahyeon Kim é designer gráfica, ilustradora e honestamente, minha designer favorita! Seu trabalho consiste em branding, packaging e impressos e na arte; ilustrações em aquarela voltadas ao público infantil. Sua paleta de cores também consiste bastante na cor rosa, além disso refletir também na sua personalidade, no seu modo de vestir e de viver, já que muitas de suas fotos sempre possuem fortes elementos dessa cor.
    Acompanhe-a no behance: https://www.behance.net/Juliettekim
    juliette-kim
  7. Hyuna Lee
    Os trabalhos de Hyuna Lee são todos digitais, em contraste com a maioria dos apresentados aqui. Suas ilustras remetem muito à infância e personagens da Disney, então é mais que notável que o seu foco é a animação e criação de personagens.
    Behance: https://www.behance.net/alee2419a
    hyuna-lee
  8. Sehee Chae
    Minha conterrânea coreana! Cores vibrantes, garotas sendo o foco da arte, elementos ligados à natureza e ao dia a dia, fantasia e ilustras sem contorno são o que definem à primeira vista o trabalho de Sehee Chae. Ela inclusive já fez a capa do terceiro mini-album da girl group coreana Oh!My Girl.
    Behance: https://www.behance.net/seheechae
    sehee-chae.png
  9. Mihye Hwang
    Outra conterrânea minha!  Mihye Hwang também é artista digital mas suas ilustras contam as belezas do dia a dia, das imaginações infantis e a simplicidade da vida. Sem contar que a sua técnica com aquarela e materiais mistos são de tirar o fôlego.
    Instagram: https://www.instagram.com/mihye124/
    mihye-hwang
  10. Stella Cho
    Me encantei com a precisão e o cuidado do trabalho da Stella Cho desde a primeira vez que os vi. Produzidos principalmente em aquarela, todos são bem detalhados. As flores e a temática ligada à natureza prevalecem, assim como uma leve presença da magia e a fantasia. Mas o detalhe com que cada parte do desenho é feito foi o que mais me atraiu, me peguei hipnotizada!
    Confira o Facebook dela: https://www.facebook.com/chostella0223/
    stella-cho
  11. Nayoung Wooh (Obsidian)
    Já imaginou as princesas Disney sob uma perspectiva coreana? Pois foi isso que Nayoung Wooh, aka Obsidian, fez. Sua motivação em criar novas perspectivas fez nascer as ilustrações das princesas dos contos de fada com um contexto coreano, refletindo-o através das vestimentas. Ela diz que depois desse projeto, o feedback foi grande, já que as pessoas a diziam que conseguiam se identificar nas ilustrações, motivo que a fez mudar seu ponto de vista sobre seu próprio trabalho e olhá-lo com mais seriedade e cuidado.
    Muitos de seus trabalhos estão no Twitter: https://twitter.com/00obsidian00
    obsidian

O ciclo vicioso do bloqueio criativo

Ando sofrendo desse mal agora. Não exatamente aquele bloqueio criativo onde absolutamente nada sai, mas aquele que faz você pensar que as coisas que você faz não são tão boas ou que não tem a ver contigo. É horrível, eu sei. Na real eu não sei dizer o que tá interferindo tanto nisso. Veja bem, anos atrás eu só queria sentar na minha cadeira e ficar no meu cantinho desenvolvendo minhas idéias, independente dos recursos que eu fosse precisar pra isso (se fosse aprender muitas técnicas pra chegar no resultado desejado, se fosse ter materiais melhores, mais aprendizado, etc.) a ideia saía, meio torta aqui e ali, faltando algumas folhas de papel ou algum recurso do Photoshop – anos atrás eu não manjava muito disso, usava o que tinha. Mas hoje parece ser diferente. Não sei se é porque tudo isso hoje na minha cabeça teve que ser levado mais a sério, já que é a base da minha profissão e por isso a pressão (interna, principalmente!) é maior. Aquele sentimento de que tudo deve ser perfeito, sem erros, com técnicas maravilhosamente estupendas, em suma “coisa pra inglês ver” faz perder o brilho que a gente tinha ao criar tudo espontâneamente, talvez a origem do bloqueio seja essa. A pressão pra arranjar um trabalho e ser tão boa é tão grande, tão necessária, mas que consome tanto. Sei lá, coloca a gente num labirinto onde questionamos a nossa própria habilidade que levamos tanto tempo pra desenvolver e apreciar e em questão de segundos já destruimos tudo isso, todo esse esforço. Toda hora eu fico me questionando o por quê de por em prática as ideias que tenho, porque um lado da minha cabeça insiste em me dizer que isso não vai me levar a lugar nenhum e que eu não gosto tanto assim disso. E o pior é que eu me convenço muito facilmente disso. A mente trabalha duma forma assustadora ás vezes. Enfim, o pouco que consigo fazer pra combater isso (é um processo mais árduo do que podem imaginar, cada um tem o seu jeito de lidar com o bloqueio criativo, até porque há inumeras razões que podem originá-lo) é ficar sempre perto do meu sketchbook e das minhas coisas de arte, pra dar uma rabiscada no papel sempre que dá vontade. Só quero (re)aprender agora a me julgar menos.

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Lugares (nem tão) perdidos

Serendipity significa descobertas agradáveis feitas por acaso. Embora esse lugar que eu estive não foi exatamente descoberto por acaso, foi algo agradável. Eu era uma recém chegada à Coreia, igual aos meus amigos; tanto os amigos brasileiros quanto vários dos amigos estrangeiros, então tudo era motivo pra sair e explorar.
Nesse dia, fui convidada por três amigas da Rússia a ir para o centro de Seul, em Bukchon Hanok Village, uma vila tradicional perto de Anguk station.
Cada coisinha em seu devido lugar, delicadamente. Era assim em cada lojinha que entramos, em cada casinha que vimos por fora. Não era dificil se imaginar um personagem de época nessa vila. Entretanto, acontece que muitas dessas casinhas não são habitadas, mas são patrimônio público ou são lugares com atividades culturais, como museus e pequenas escolas de artesanato e diversos workshops, principalmente voltado à caligrafia coreana, carpintaria e dobraduras, além também de casas de cerimônias do chá. Mas ainda há pessoas que moram por lá, por isso fazer silêncio e manter a limpeza é essencial para a preservação da vila.
A vila tem por volta de 600 anos e fez parte da Dinastia Joseon, a última dinastia na Coreia e a mais longa (de 1392 a 1897).
O mais curioso era o contraste que a vila fazia com os prédios modernos de Seul ao redor, realmente o passado e o presente ficam lado a lado na Coreia, e não é só em Bukchon que se pode notar isso, há mais lugares assim. *segredo*
Eu fico curiosa pra saber o que tem por trás de cada portão de cada casinha, quanta cultura deve ter escondidinha por lá, não? ♥
Qual lugar da vila você mais gostou? Deixe nos comentários a sua opinião 🙂

Como chegar lá:
De metrô (meio mais fácil): pela estação Anguk, saída 3

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Lojinhas de souvenires! As minhas favoritas
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Haviam também lojinhas locais de roupas com estilos bem variados

Artista do mês: Yuna Park

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No começo desse ano eu fiz estágio em um centro de tecnologia lá na Coreia, porém o meu departamento era o de Artes e Design, então, todo mundo que trabalhava lá tinha algo relacionado à isso. Num certo dia, a minha chefe levou a mim e aos outros estagiários para uma exposição em um museu, o MMCA Residency Goyang. Entretanto, esse é um museu de arte contemporânea e também uma residência, já que os artistas moravam lá e criavam sua arte por lá também. Então nós tivemos a chance não só de apreciar a arte deles mas de conhecer o artista também. E uma das que eu mais gostei foi a Yuna Park (반 은하). Ela é formada em pintura pela Korea University em 2007 e já teve 6 exposições solo desde então.
O que eu gosto bastante na arte dela são as cores vibrantes e o quão detalhadas elas são. Um ponto em comum é a predominância dos tons de vermelho.
Perguntinha: que impressão as obras dela te passam? Deixe nos comentários o que você achou! 😀

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Artes e ilustrações da semana passada

안녕!

Até semana passada eu estava relativamente produzindo alguma coisa, fiz algumas ilustras e uns rascunhos. Foi bom também ter tirado a poeira da tablet e treinar mais com ela. Geralmente ando postando lá na minha página Mona/모나 mas postarei aqui também de quando em quando. Ultimamente andava na vibe de desenhar garotas asiáticas – sei lá por que – e garotas mágicas, pois andei lendo muito Sailor Moon até a semana passada. Bom, chega de lero lero e vamos aos rabiscos:

megumi2 sailor uranus korean girl
20151027_193512 20151027_193533Gostaram? Em breve terá mais, estou sempre atualizando a minha página no facebook.

~Mona